
Percorrendo os atalhos das recordações
Ouvi uma canção num rádio a tocar,
E depertou o silêncio das antigas paixões
Que vivi sob o encanto de um luar.
Parceiro das minhas boêmias aventureiras
Dos nômades rostos emoldurados pelos olhares
Brilhantes das ilusões passageiras
Inigmáticas como as ondas dos mares,
Que repousam suas lágrimas no marfim
Das areias, berço dos eternos amores,
Que outrora passaram por mim
E deixaram no tempo o aroma das flores.
Então me encontro flutuando pelos momentos
Que marcaram a minha história;
Nos capítulos escritos dos meus sentimentos
Que adormeceram para sempre na memória
De uma época das aventuras que vivi;
Dos sonhos que não se realizaram
Marcas que ficaram e nunca esqueci
E na saudade para sempre se eternizaram.