
Sou um contumaz viajante do tempo,
Sinto a cada momento suas mutações
O perfume da juventude que vem no vento
Marcas que ficaram nas minhas recordações
De uma época que vivi nas minhas ilusões;
Dos sonhos que adormeceram no meu pensamento.
Encontro-me com às minhas antigas canções
Que nas madrugadas solitárias eram o meu alento,
Ébrias companheiras que comigo compartilhavam
Os segredos do silêncio da vida,
As estrelas no firmamento brilhavam
E uma nova história na lembrança era esculpida.
Vou percorrendo os caminhos desertos
Que outrora foram o meu ancoradouro.
Lindos momentos que são ornamentos
Dos lampiões que foram os iluminadouros
Dos rumos de um futuro desconhecido
Que me conduziu pelo anonimato dos atalhos
Dos campos de um mundo florido,
Lembranças que hoje são retalhos.