
Luzes que se apagam no limiar
Dos sonhos que adormeceram
No silêncio do encanto de um olhar
Que nos canteiros dos amores floresceram;
Assim é a vida, tão intensa, tão frágil
Tem o aroma do paraíso e um brilho fugaz,
De uma beleza invisível e volátil
E nos conduz pelos caminhos da paz.
Somos agasalhados nos seus abraços
Passageiros das suas viagens incertas,
Pelos os seus atalhos sagrados,
Pales águas cristalinas das suas cascatas
Que purificam os nossos corpos no cansaço
Das trilhas pedregosas que tempo não levou
Que nos abriga no conforto no seu regaço
Ternura de um sentimento que nunca nos deixou.
Estrela que resplandece no firmamento
Das noites melancólicas que nos afligem
Lembranças que vagueiam pelo pensamento
E nos conduz pelos caminhos das suas paragens.