JValdomiro
A saudade é como o perfume da brisa, que acaricia nosso rosto e depois vai embora sem dizer adeus.
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DIVINA ILUSÃO

       Quem sou eu, me procuro e já não encontro-me, meus sonhos já se perderam, por entre os caramanchões dos amores, que passaram pelos os meus caminhos e que foram os adereços da minha vida, nas madrugadas lindas de luar, divas encantadas, que me conquistaram com seu perfume envolvente, rosto maquiados, disfarces perfeitos das divas noturnas que me atraíram com o seu jeito meigo de amar.

      Encontros casuais que estavam enlaçados pelas fantasias da noite, quando a maviosa brisa da aurora, soprava desalinhando tantos cabelos emoldurados, pela ternura dos aconchegos das paixões anônimas, dos olhares brilhantes iluminando os encontros proibidos, nos bares das conquistas temporais; dos beijos ardentes que alimentaram tantos sonhos passageiros, amores que tinham um tempo programado para o fim, e desapreciam por encanto entre as sombras de um luar boêmio, encantador e solitário.

      A vida é mesmo assim, princesas de tantos súditos que se apaixonam, por acaso, por um momento, sob os acordes das mais lindas canções, que se propagam pelo espaço livre e sem compromisso, que de repente partem levando consigo o aroma dos desejos de um amor, proibido, essência que ficará adormecida na imensurável saudade, que jamais o tempo deixará esquecer, mesmo sabendo que tudo foi apenas uma aventura criptografada, cifradas nos corações, que na hora do adeus, serão apenas lembranças, personagens desconhecidas que por acaso se encontraram em meio ao brilho das fascinações, dos luares feiticeiros de verão, que se desfazem com as mais belas das magias e depois partem para o mundo invisível de uma tosca despedida.

      No universo dos amantes tudo é, ilusório, como o brilho das estrelas que constantemente mudam de lugar, pois são imagens que sempre amaram e continuaram amando os seus súditos, mesmo sabendo que o tempo é uma coleção de sonhos que jamais se realizarão. Luzes dos devaneios que aos poucos vão se apagando do nosso olhar.

 

 

 

JValdomiro
Enviado por JValdomiro em 04/11/2026
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